EM FASE DE CONSTRUÇÃO

Estamos em fase de construção. Agradecemos a sua compreensão que nos prestigiou com sua visita. Obrigado !

agosto 26, 2011

Arte e cultura movimentam feira na Paulista

Quem gosta de acessórios e roupas diferentes, de objetos de decoração inusitados e itens exclusivos, tem na feira de artesanato “Como Assim?!”, que acontece todos os domingos no shopping Center 3, na avenida Paulista, inúmeras opções que se encaixam em todos os gostos e bolsos. Além da localização privilegiada, na esquina da Paulista com a famosa rua Augusta – a avenida abriga lDivulgaçãoMontada no início da década passada, a feira do Center 3 reúne hoje 160 expositores e atrai cerca de 1.300 pessoas a cada domingo.ojas de departamentos, shoppings e sedes de grandes empresas, enquanto a Augusta é palco para brechós, bares, baladas e sebos -, a feira obedece um requisito muito simples para escolher seus expositores: produção pequena e original.

É possível encontrar relógios feitos com discos antigos de vinil e imagens retrô, luminárias que remetem às obras de Andy Warhol e Mondrian, vestidos e saias com modelos originais, além de sabonetes caseiros, roupas de bebê com estampas pintadas a mão, bijuterias de artesanato feitas em família e até acessórios em couro, com modelos semelhantes aos encontrados em peças importadas. Os estandes ficam dispostos no piso Augusta, onde lojistas e expositores dividem o espaço. As áreas ociosas do shopping, que são variáveis de acordo com os eventos que acontecem no local, são ocupadas pela feirinha dominical, que chegou ao prédio do número 2008 na Paulista antes mesmo das lojas e hoje atrai uma média 1.300 pessoas em cada edição.

O local onde hoje fica o shopping Center 3 foi, até 1987, sede da Companhia Energética de São Paulo (CESP). Em maio daquele ano, um incêndio destruiu o edifício, que acabou implodido. No início da década de 2000, o shopping foi reconstruído, mas enquanto os lojistas não chegavam, a feira “Como Assim?!” já tomava conta do lugar. Eram apenas 18 expositores que acabavam trocando produtos, ao invés de vendê-los. Os participantes haviam sido levados de um estacionamento no mesmo bairro, os Jardins, para o novo espaço, pelo empresário Tedd Albuquerque. Sua produtora, que leva seu nome, ainda é a responsável pelo evento. Ela tem sede na praça Benedito Thaís FreireCésar Oliveira atua na ferinha do Center 3 há quatro anos e trocou a fotografia pelo artesanato com luminárias.Calixto, em Pinheiros, num prédio de três andares que também abriga mais expositores e artistas, além do escritório da empresa.

Atualmente, a feirinha dominical do Center 3 é o local de trabalho de cerca de 160 expositores, que produzem suas peças e as vendem em estandes de até 4m² alugados pela Tedd Albuquerque Produções. O aluguel pago mensalmente por cada espaço varia entre R$ 500 e R$ 1000, e cada expositor é responsável por sua vitrine, pela organização de suas peças e limpeza de seu espaço. O coordenador da feira, Nildo Vieira, explica que a produtora oferece consultoria para os vendedores, indicando onde encontrar tapetes, estantes para mostruário e cortinas de divisão.

O jornalista César Oliveira, de 37 anos, criador da Ilumina Design, é um dos clientes da Tedd Albuquerque Produções. Seu estande exibe luminárias em formato de tubos, com imagens abstratas, de filmes cults – os modelos dos longas Trainspotting e Os Pássaros estavam em promoção no último domingo - ou mesmo de obras do artista holandês Piet Mondrian. César, que já participa da feira há 4 anos, passou a se dedicar à criação das luminárias após tomar interesse pela fotografia, tão ligada à iluminação. Vendeu sua máquina fotográfica e comprou uma máquina de adesivos, que também são vendidos no estande para um público bem variado.

A produção pequena e exclusiva das peças é um dos requisitos para que o expositor possa participar da feira. Lá não é permitido vender bijuterias garimpadas na rua 25 de Março, por exemplo. Nildo explica que é preciso prestar atenção para que essa regra não seja desrespeitada, e também para que as peças produzidas pelos expositores não sigam todas a mesma moda para não ocorrer uma concorrência prejudicial aos negócios. “Às vezes vira a feira da bolsa, a feira do sapato. E aí temos que intervir, senão fica tudo igual”, afirma. AlguThaís FreireAlém de sabonetes caseiros (foto), é possível encontrar na feirinha bijuterias, roupas, bolsas e artigos de decoração.ns participantes da feira chegam a faturar até R$ 2 mil, brutos, por evento, mas apenas nos períodos de maior movimento, como no fim de ano.

Para Felipe Manoel dos Santos Silva, formado em administração, a melhor época para vender suas peças é às vésperas da Parada Gay, quando seus maiores clientes estão na cidade. Segundo ele conta, o público gay se encanta com os bonecos em biscuit em modelos pouco convencionais: bonecas de prostitutas velhas em roupinhas coloridas, noivos para bolo e modelos personalizados. A marca, que ganhou o nome de Véias Safada, tem bonecos que custam de R$ 30 a R$ 220, e que podem ser encomendados diretamente com Felipe.

A feira ainda reúne expositores que deram início às atividades artesanais sem pretensão de torná-la rentável. Este é o caso de Mirna Mori e suas filhas Marília e Mariana, que faziam colares, tiaras, broches e chapéus para uso próprio, e hoje possuem a marca Mobu, presente nas feiras do Center 3 e também na da praça Benedito Calixto. As bijuterias e acessórios são encontrados na feirinha, em modelThaís FreireFelipe Manoel dos Santos produz bonecos pouco convencionais que vendem, principalmente, nas vésperas da Parada Gay.os para todos os gostos. Há peças em madeira, metal, borracha, tecido e até cristais Swarovski.

A feira “Como Assim?!” ainda comporta uma ala chamada pelos expositores de “Moda”, onde se reúnem os produtores de roupas e sapatos. Há vestidos com estampas de caveiras, doces, bichinhos e listras, roupinhas para bebês e crianças, além de camisas xadrez, saias, calças e sapatos. Também é possível encontrar artigos em couro no estande da Macabéa Acessórios, que vende peças criadas pelas amigas Fernanda e Maria Luíza. Quem visita a feira procura produtos diferentes daqueles disponíveis no circuito da moda, vendidos em lojas de departamento e nos shoppings. É por esse motivo que os lojistas gostam da presença da feira aos domingos. “Não existe competição entre os produtos das lojas e dos estandes, e a feira atrai público aos domingos, quando o movimento está mais parado”, explica Nildo.

Quem quiser conhecer a feira "Como Assim?!" pode visitar o shopping Center 3, na avenida Paulista, 2008 – Jardins, sempre aos domingos. O horário de funcionamento é das 10h às 22h, e a entrada é gratuita. Estacionamento no local por R$ 14.

POR THAÍS FREIRE

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários por Marcone Jerônimo Soares

alksjflkajsdklfjalksdf. jklajsoifjsdjibjnmbbvcsophia slkasjdfklamcalkscdcipaosdvmapoidfkmalçscm,pakcpoa6skcx m,.,\ chxfaoidfmnqa dqorijdfan cgapofisdfc aopsidcuA0489EJ3ijs1KLN !xz IOUA3D 4| %xoiuD6NA6JSDFHUadsbnoaiufh0asudf8oiaj8osn 77onoasuics8n 8oasi8djf9a890usdf09auisefoj=apsdjfp0=aiojdfc a8sdf asdufyhaorndcfar sd faoisfda0894sdfnma casudfna so0ifusdf vasvodfuivao sfaousdgbgvggvgvvfrxssdfvdfgtggb